27 setembro 2009
Nesse final de semana corri uma maratona. No caso foi em dois dias, mas não importa 42 km cumpridos à risca. Foram 16 km no sábado pelo calçadão da Barra da Tijuca e mais 26 km neste domingão digno do Rio de Janeiro. Céu azul, sem nuvens, temperatura alto e uma brisa de noroeste pra aliviar o calor. Praia cheia e mar azul completavam o cenário do caminho pela Prainha, Grumari e Grota Funda. Foi muito bom.
25 setembro 2009
23 setembro 2009
O que tem assustado nessas corridas de aventura é o preço da inscrição. Essa de Búzios sai pela bagatela de R$ 120,00 para cada inscrito. Não é pouco não. Vale lembrar que é uma corrida de 42km em que será oferecido o mesmo tipo serviço que foi oferecido na Maratona do Rio, essa já na sua enésima edição e que a inscrição mais cara foi de R$ 65,00. Não que Búzios não mereça, mas salgar já sua 1a. edição faz com muita gente pense duas vezes antes de participar. É justo esperar que os corredores apostem em corridas que estejam solidificadas, com background de boa organização e não pagar o dobro de uma prova normal para uma primeira edição. Lembro do Desafio do Cristo que em pleno janeiro carioca, em um percurso onde 80% era de subidas, algumas bem nervosas, faltou água. Faltou água já no primeiro posto de abastecimento e só foi reaparecer no último. É por essas e outras que o pessoal da organização deveria ter mais cuidado, principalmente nas primeiras provas. Só pra efeito de ilustração, os 16 mil primeiros inscritos na 34ª Maratona de Paris paga 58 euros (+ ou - R$ 154,00) pela inscrição. Se preferir, ela acontece dia 11 de abril. Vamos aos treinos?
Planilha cumprida à risca. O clima até que tem ajudado, tá calor mas o sol anda escondido, ficou só o mormaço que está acompanhado de um vento amigo, não posso negar que ajuda, embora prefira céu azul, temperatura alta e sol alto. O Harry vive decantando as maravilhas de correr pela região central de São Paulo. Não nego que deve ser bem legal correr pela São Luis, Augusta, Paulista, Brigadeiro, mas ele deveria dar umas pernadas aqui pelas ruas do Recreio, em alguns momentos lembra cidades do interior. Tranquilidade, mães passeando com seus filhos, cães com seus donos, o pessoal da melhor idade fazendo a caminhada matinal e o que mais encanta: todos cumprimentam-se com um bom dia que reforça a sensação de estar em casa. Vale a pena.
21 setembro 2009
Corridas de aventura estão se tornando uma realidade no Brasil. Em Floripa já temos algumas das mais disputadas como a Volta à Ilha, que como sugere o nome dá a volta na Ilha de Florianópolis com 150km; as Mountain Do - são duas por ano, uma no Costão do Santinho e a outra na Lagoa da Conceição, a Desafio Praia e Trilhas também em Floripa, que acontece em dois dias de 42km cada e o Revezamento de São Francisco do Sul com seus 90km. Isso sem falar na K42 Bombinhas Runners que estreiou este ano, claro em Bombinhas. Santa Catarina é o lugar onde essas provas acontecem, pelo menos as melhores. Mas não é só lá não. Em São paulo, mais especificamente em Bertioga tem a prova de Revezamento Maresias-Bertioga com seus 75 km pelo litoral norte de Sampa. O mais bonito. Acontecem duas dessa por ano, uma em cada semestre. Recebi esses dias um e-mail convidando para participar de uma acontece aqui pertinho, em Buzios. É a 1a. Maratona Cross Country de Buzios. Uma prova de 42 km que começa e termina na Rua das Pedras e dá uma volta no entorno da cidade. Pode ser feita em revezamento de até 4 corredores. Uma curiosidade: não é permitido o uso de MP3 (que bobagem). Quem já participou de provas desse tipo diz que é uma cachaça. Belas paisagens, variação de pisos e o desafio de correr em morro, areia, trilha, pedras. Com tanta variação o treinamento também deve ser apurado e específico. Mãos à obra e divirta-se também.
Ok, acabou a moleza. Se quiser fazer bonito em Curitiba é bom meter o pé na estrada. Pois bem, segundona com 1 hora de areia fofa. Como é bom correr descansado. Rende, é proveitoso, divertido e ainda termina com gosto de quero mais. Amanhã vamos pro intervalado: 10 tiros de 1km em ritmo de prova, com intervalo de 1 minuto leve.
18 setembro 2009
Semaninha preguiçosa essa. Entra gripe sai gripe, chuva, entra gripe sai gripe e uma preguiça danada me fez perder a semana toda. Na próxima não tem moleza não, já chei a motivação que precisava e agora é só suar o tempo perdido. Domingo é o recomeço para Curitiba. Bertioga esse ano dançou, fica para o próximo ano. Logística muito complicada pro momento. Sempre são duas por ano, este ano teve uma também em maio, vamos ver em 2010. A idéia ainda é fazer a Nike Human Race, a Maratona de Curitiba, a Panamericana no Rio e a Pampulha. Ainda tem a Subida do Cristo/Coronel Rabello, no dia 26 de dezembro e a Subida do Mendanha no dia 31 de dezembro. Estas duas últimas sujeitas a confirmação, por razões familiares. Vamos lá então!
16 setembro 2009

Ano a ano a cena se repete: a galera se reúne antes da prova, comentam injuriados sobre a quantidade de corredores, acotovelam-se na massa e 15 minutos após a largada começam a correr. A Meia do Rio é isso, uma prova que a maioria reclama do atropelo, mas todo ano está lá, espremendo-se. A prova é belíssima. O Brasil todo vem correr pela orla carioca, que fica recheada de cariocas. De quebra levam ainda, o final de semana vivendo como cariocas, na cidade dos cariocas. Não é pouco não. O Rio sabe acolher seus visitantes. Tem um povo receptivo e de bem com sua cidade. E vai dizer pra eles que a cidade é violenta ou suja ou favelizada. Ele fará rapidamente um longo roteiro com os mais lindos pontos da cidade, isso se não o levar, pessoalmente a alguns deles. É esse clima que envolve a cidade nesses finais de semana. A orla fica repleta de turistas extasiados com a cidade, que até se esquecem porque o Rio é ruim, não encontram razões. Se de quebra o céu estiver claro, a temperatura alta e o mar azul, aí amigo não tem prova melhor pra ser corrida do que esta. Em quanto tempo você vai correr os 21,097 km? Quem se importa com isso quando passa pela Niemeyer ou quando chega no Leblon das novelas do Manoel Carlos ou no Posto 9 de Ipanema, imortalizado pela sunga do Gabeira ou dos apitos do pessoal da fumaça ou quando passa ao largo do Arpoador, entrando em Copacabana. Copacabana, princesinha do mar. Depois vem o Aterro e você se pergunta porque não visita mais as obras de arte do Burle Marx. Terminada a prova é só se espalhar pelos botecos do Flamengo, Botafogo, Glória e quem ainda tiver fôlego, porque não na Lapa? Pois é, a Meia do Rio é assim e todo ano a gente reclama. Mas vai.
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