30 maio 2008


Domingo vai ter Maratona em São Paulo. Tirando o trecho da marginal, deve ser bem legal correr pela nova Ponte Estaiada. Enquanto isso, aqui no Rio, excessão feita a Meia e a Maratona Internacional, 99% das corridas de rua acontecem no Aterro. Pelo menos aquelas com boa estrutura. Bem, de qualquer forma vou prá lá fazer um longão de 32 km, preparatório para a Maratona do Rio dia 29.
Derrubaram o decreto do César Maia que regulamentava o trânsito de caminhões pelas ruas da cidade. Agora eles podem circular por qualquer lugar da cidade em qualquer horário. Agora deixe-me entender: o que complica o trânsito não é a circulação deles pelas ruas, mas quando param (em qualquer lugar) para fazerem carga ou descarga e atravancam tudo. Mas já não existem leis que regulamentam lugares que são permitidos e outros que são proibidos de estacionar/parar? Pois que fiscalizem, multem e guinchem os infratores. É simples. Cumpra-se as atuais leis e pronto. Duvido que as empresas de transporte não irão se movimentar na procura de lugares próprios para seu fazerem seu trabalho e deixarão o trânsito em paz. Mas aí não dá mídia, ninguém fala...

29 maio 2008

Não bastasse tudo que já deu de mídia o caso da Isabela Nardoni, agora me chamam o George Isso Não É Flor Que Se Cheire Sanguinetti. Isso não vai acabar nunca mais.
Ellen Gracie, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello. Estes foram os ministros do STF disseram em alto e bom som que o Brasil é um estado laico.
Com seus votos deixaram claro para o restante da tribuna e de todo Brasil que não podemos mais permitir que fundamentos religiosos pautem decisões do país. Os demais ministros fizeram aquilo que se esperava deles. Basearam sua análise em imprecisões e devaneios como quando surge a vida, embriões congelados e que de nada mais serviriam senão para encher lixeiras, pudessem conter "alma", outra inexistência jurídica. Não votaram contra. Não. Propuseram mudanças na lei, como se este fosse o papel daquela tribuna. Não quiseram ser contrários para não parecer insensíveis, mas garantiram seu lugar na sacristia ao propor mudanças que inviabilizavam a lei. Ficaram com um pé na popularidade e outro na fé. Nenhum pra dentro da toga. Eles traem as pessoas que esperam um julgamento imparcial e indiferente a fé e religiosidades. Se não são capazes de terem tal neutralidade, que tenham a honestidade, a dignidade de declararem-se incapazes de julgar o tema. Mas não, eles acreditam que suas convicções religiosas estão acima das leis, leis estas que declaram o estado independente de religiões. São soberbos.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a permitir as pesquisas de células-tronco e, no mundo, o 26º. Entra no rol de países como Finlândia, Grécia, Suíça, Holanda, Japão, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido e Israel. Estamos em boa companhia.

Possivelmente a Igreja Católica (maior interessada)ainda irão se desculpar por sua posição de hoje. O problema é que a última desculpa que ela pediu demorou mais de 200 anos. Foi a Inquisição. 200 anos. Era com isso que o Carlos Alberto Diretio, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Cesar Peluso e Gilmar Mendes contavam. Agora para serem mais coerentes com seu pensamento, deveriam abrir mão de qualquer tratamento que fosse baseada no uso de células-tronco. Duvi-de-ó-dó!

Imaginem quanto não valerá o caso Isabela Nardoni

Retirado do Porta Comunique-se.

Escola Base: Grupo Folha é condenado

“Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. O Grupo Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo, até tentou convencer o Tribunal de Justiça de São Paulo de que se limitou a reproduzir as informações oficiais do caso Escola Base, na matéria que tinha o título acima, publicada no extinto Folha da Tarde, mas não foi o que entendeu a turma julgadora. A empresa terá que pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais para R.F.N., hoje com 18 anos e na época com apenas quatro, filho de um dos casais acusados de abusar sexualmente de crianças numa escola de São Paulo, em 1994, e requerente da ação.

“A conduta do jornal, juntamente com outros órgãos de imprensa, contribuiu para criar uma situação anormal, não experimentada não só para os adultos envolvidos”, afirmou em seu voto o desembargador Odemar Azevedo.

A Folha da Tarde se baseou nas informações passadas pelo delegado que conduziu o inquérito policial e de depoimentos de duas mães de alunos.

Os desembargadores Odemar Azevedo, Mathias Coltro e Oscarlino Moeller consideraram a manchete sensacionalista e que extrapolou o direito de informar, além de atingir a esfera moral da criança.

A decisão é de segunda instância e cabe recurso.

A Folha e o Estadão também foram condenados pelo que publicaram, tendo que pagar R$ 750 mil. A Globo foi condenada a pagar indenização de R$ 1,35 milhão. Já a IstoÉ teve de pagar R$ 360 mil. Para todas as empresas cabe recurso.

12 maio 2008

Faz tempo. Quando postei pela última vez o Palmeiras nem estava entre os 4 melhores do Campeonato Pualista. Hoje ele já foi até campeão, com direito a carimbada de faixa e tudo no último domingo. Até mesmo a pobre Isabela Nardoni ainda estava viva. E por todos os motivos que posso imaginar, como sinto falta deste tempo. Era um tempo em que não conviviamos diária e rotineiramente com reality show em que se transformou sua morte. Soubemos amiúde como ela sofreu antes, durante e até poucos segundos antes de morrer. Demorei a compreender como um pai pode cometer tal monstruosidade, mas o Fantático o desvendou. A imprensa (toda ela) tomou pra si as rédeas do show e fez com ele não parasse mais. O grande momento foi a reconstituição do crime. Não consigo comprrender que papel é este que ela, a imprensa, diz ser dela. Certamente não está se referindo ao de informar, pois já atravessou este rio a muito e do outro lado só consegue enlamear-se no absurdo e no sensacionalismo. Chega. Retomem seus lugares senhores.