Ellen Gracie, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello. Estes foram os ministros do STF disseram em alto e bom som que o Brasil é um estado laico.
Com seus votos deixaram claro para o restante da tribuna e de todo Brasil que não podemos mais permitir que fundamentos religiosos pautem decisões do país. Os demais ministros fizeram aquilo que se esperava deles. Basearam sua análise em imprecisões e devaneios como quando surge a vida, embriões congelados e que de nada mais serviriam senão para encher lixeiras, pudessem conter "alma", outra inexistência jurídica. Não votaram contra. Não. Propuseram mudanças na lei, como se este fosse o papel daquela tribuna. Não quiseram ser contrários para não parecer insensíveis, mas garantiram seu lugar na sacristia ao propor mudanças que inviabilizavam a lei. Ficaram com um pé na popularidade e outro na fé. Nenhum pra dentro da toga. Eles traem as pessoas que esperam um julgamento imparcial e indiferente a fé e religiosidades. Se não são capazes de terem tal neutralidade, que tenham a honestidade, a dignidade de declararem-se incapazes de julgar o tema. Mas não, eles acreditam que suas convicções religiosas estão acima das leis, leis estas que declaram o estado independente de religiões. São soberbos.
O Brasil é o primeiro país da América Latina a permitir as pesquisas de células-tronco e, no mundo, o 26º. Entra no rol de países como Finlândia, Grécia, Suíça, Holanda, Japão, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Reino Unido e Israel. Estamos em boa companhia.
Possivelmente a Igreja Católica (maior interessada)ainda irão se desculpar por sua posição de hoje. O problema é que a última desculpa que ela pediu demorou mais de 200 anos. Foi a Inquisição. 200 anos. Era com isso que o Carlos Alberto Diretio, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Cesar Peluso e Gilmar Mendes contavam. Agora para serem mais coerentes com seu pensamento, deveriam abrir mão de qualquer tratamento que fosse baseada no uso de células-tronco. Duvi-de-ó-dó!
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