19 setembro 2010

Aprendi mais uma com a mais velha. Talvez seja pra isso que existam as mais velhas, apesar da mais nova também ensinar algumas bem boas. Bem, apesar de não estar convencido da utilidade de se desvirtuar conceitos antigos e, até ontem, corretos tive que ceder e até...aceitar. Lembram-se dos NERDS? Pois bem, aqueles que nasceram pelos idos do anos 60 chamavam os C.D.F.s de NERDS como uma alusão a moçada que era muito inteligente, mas tinha dificuldade de se relacionar socialmente. Dizem até que era uma sigla nascida de cientistas que trabalhavam no laboratório de uma grande empresa americana e tinham esse perfil: inteligente e anti-social.

Uma outra possibilidade do nascimento do nome foi a de que estudantes do M.I.T chamavam seus colegas super-dotadas (intelectualmente) de knurd. Era a leitura invertida de drunk.

Não importa muito a origem, o que importa é que ser um NERD na minha geração, tinha seu valor. O cara podia até se divertir pouco, mas...

Falávamos com despeito. Com uma ponta de inveja. Eles eram seres diferentes, nós é que éramos todos iguais. Ser um NERD era, de certa forma, um elogio.

Hoje isso se perdeu. Qualquer babaca, burro ou desajeitado é um NERD. Não existe mais o pré-requisito da inteligência. Inclusive, em alguns casos, o pré-requisito é ser burro. Não se tem mais nenhum respeito pelo NERD. Ele perdeu sua alternativa intelectual para um descaminho social. Qualquer garoto que for abobalhado, independente de seu Q.I., é um NERD.

A justificativa é que os termos se atualizam.

Então, tá. Vá lá perguntar ao Bill Gates se ele é nerd ou babaca. Melhor, responda voce mesmo.

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