
Depois de um longo sumiço, cá estou novamente e como falei uns 2 posts abaixo a Super Maratona de Friburgo - Missão Cumprida. Chegamos no sábado no final da tarde em Friburgo, pra pegar o kit. Agora vamos combinar ninguém participa de uma prova da Prodesporte por conta do profissionalismo e da qualidade do seu kit. Tudo parece (e é) meio precário, arumadinho, mas precário. O pessoal que distribui é sempre o mesmo, então não importa a quantidade de pessoas da fila, a galera fica um bom tempo experimentando tamanhos e cores das camisetas, como se isso voce deixá-las menos feias. Quando voce vai ver não tem mais todos os tamanhos, mas sejamos justos, isso acontece até nas provas da Adidas. O engraçado é que existem camisetas da Meia da Barra silcadas como da Super Maratona e voce pergunta se é sobra da outra prova e eles confirmam sorridentes. Muito engraçado. O kit foi a camiseta, o número de peito em tecido, 4 alfinetes e o manual de como chegar na largada, incluindo dicas sobre o ônibus que irá levar a galera de Friburgo até lá e sobre o jantar de massas. Mas beleza, não tem nada de mais, mas não tem nada de menos. O que acho é que pelo preço e pela prova deveria ter alguns mimos a mais, mas vâmbora.

Sábado o tempo foi um lixo, chovia e parava o tempo todo, a metereologia dizia que no domingo a chuva ia parar e o céu abrir. Torci muito pra isso, porque no sábado à noite tava um frio do cão em Teresópolis onde foi a largada. Pois bem, domingo, 6hs da manhã, 5ºC. Lá te Terê não se avistava nem o dedo de Deus, nem a cara, nem o braço, nem o peito, nem nada, era só névoa e vento frio. Temi e tremi muito, pra se ter uma idéia fomos com o aquecimento do carro ligado.
Chegando lá o frio era grande, embora não ventasse mais e olhando lá pros lados de Friburgo notava-se uma amarelado, típico de sol nascendo e diversas aberturas nas nuvens, de onde surgia o azul do céu. Animei-me e retirei o corta-vento deixando com a Isabela que o levou de volta ao hotel e parti rumo a Friburgo.

Tudo ia bem até cumprir os 6 km de subida que liga o km 15 ao km 21, lá em cima o frio era insuportável. Nevoeiro forte, daqueles que deixam pequenas gotas d'água que o vento forte transforma num chuvisco gelado. Nunca passei tanto frio. Era vento gelado, temperatura baixíssima e chuva, pensei em desistir. Se naquele instante passasse alguém eu ia embora. Tudo doía, braços, pernas, costas, o desgaste era muito maior. Como não passava ninguém fui indo, indo, indo e consegui chegar lá. No km 39 reencontrei a Miriam, uma corredora lá de São José de Campos, que vinha junto comigo lá no começo da prova e quando nos reencontramos servimos de incentivo um ao outro, metemos o pé já que era ladeira abaixo mesmo e conseguimos melhorar o tempo que vínhamos fazendo. Valeu pela força, Miriam. Terminei com 5h19m e aprendi mais uma, sempre corra com a roupa correta, proteja-se que certamente seu desempenho vai melhorar. Não custa nada um corta-vento e um par de luvas, o sofrimento seria menor e o desempenho melhor. O dia seguinte, quando se espera dores nas pernas e na lombar, me deparei com dores nos braços, nas costas, no pescoço, lugares inusitados para corredores, mas justificado pela tensão de correr no frio. Valeu muito a pena.
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