08 abril 2009
É sempre bom ir pra Sampa e não necessariamente pra correr. SP tem estilo próprio, tem cadência, pulsa no ritmo de seus moradores. Morar em SP exige menos do que se pensa. A cidade oferece de tudo, muito. São Paulo é superlativo, tudo é muito, no bem e no mal. Senti-me meio jeca lá, estava desacostumado com tanta gente, carro, prédio, casa, rua, comércio, etc. Impressiona. A USP já foi um lugar bucólico, um retiro para quem queria fugir um pouco da cidade. Isso acabou. Nos fins de semana ciclistas, corredores, caminhantes, crianças, cachorros se acotovelam e brigam, literalmente, por espaço, já são famosas as brigas entre corredores e ciclistas. Pois foi lá que uma multidão (não poderia ser diferente) de quase 15 mil corredores disputava seu espaço no asfalto da USP para correr a Meia da Corpore. E a organização deu show. Percurso com muitas alternativas, mas bem legal. O dia amanheceu bonito, quente para o gosto dos paulistas (na largada as 7h30 estava 22º), mas céu azul e uma leve brisa moldavam o cenário para os 21km desses 15mil. O pessoal de apoio me surpreendeu já que era um misto de assistente e animadores de corrida. Gritavam, pulavam, cantavam, incentivavam, faziam seu papel. Todo lugar tem espírito de porco e SP não seria diferente. Cruzei com diversos corredores que reclamavam destes alegres colaboradores, dizendo que só falavam isso porque não estavam correndo. Oras, esses corredores estavam ali obrigados? Claro que não, pagaram e pagaram bem para isso. E ainda assim estavam mal-humorados. Léo, que correu boa parte da prova comigo, sugeriu até que, para agradar a todos, houvesse também uma galera que ficasse lá desinsentivando. Jogando pra baixo. Reclamando do calor, da distância, da sede, da falta de preparo, etc. Para alguns talvez agradasse. Mas deu tudo certo e terminamos os 25km (fiz um longão pra Maratona) bem e feliz. O resto foi lasanha e a volta para casa.
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