05 março 2009
O que será que passa pela cabeça desse Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, quando excomunga uma criança - e todos aqueles que participaram - de 9 anos por ela abortar o feto que foi gerado em um estupro. Quais as bases humanitárias, sociais, morais e familiares que esse cidadão tem para julgar a atitude da criança. A Igreja excomunga com base numa ficciosa intenção de preservar a vida, mesma que a geração desta venha a alterar diversas outras ou findar com a da mãe. O tal do Dom José Cardoso Sobrinho conhece na teoria o conceito de família, já que obrigado pela nave-mãe, mantém um celibato que é assim justificado por São Paulo : "O que está sem mulher está cuidando das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus; mas o que está com mulher está cuidadoso das coisas que são do mundo, de como há de dar gosto à sua mulher e anda dividido". Ou seja, o cidadão não pode ter uma vida normal como aqueles aos quais ele orienta, logo deslocado que está da realidade não conseguirá agir com o bom senso que a situação exige. Mas ele não está sozinho não. Existem certamente milhares de outros que dividem a mesma opinião. Não acho que somente aprendemos algo quando o vivenciamos, mas estes "santos" homens deveriam ter um maior contato com a realidade para agir. Pois fica aí a sugestão: que os excomungados se rebelem e excomunguem esta Igreja de sua vida. Os homens não precisam de uma religião, de uma igreja, de um pacto religioso, de um livro que determine suas ações, ele precisa unicamente de sua fé, sem regras nem imposições. Sem santos ou santidades, precisa só agir com boa fé e boa vontade. Basta. O resto é só empulhação e desonestidade.
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