27 fevereiro 2009

Tem dias que você não consegue nem calçar o tênis direito e insiste em correr. Treino com ladeira. O problema é que você só consegue diferenciar preguiça de cansaço depois de ter percorrido uns 4 km e a solução é voltar andando. Resultado é frustração e cansaço.
Quando a gente "acha" que está com um problema, você avalia e depois testa para ver se é realmente aquilo que está incomodando. Depois do teste...
Os sintomas pioram. Surgem outros que você não havia sequer sentido, some-se a isso a frustração de não conseguir fazer o que pretendia e pimba, lá está você entre o cansaço e a raiva.
Pois foi aí que tive a idéia de ir a praia. E fui eu e a de menor, rumo a Prainha. Certamente existem pouquíssimas outras praias no mundo como a Prainha. Enfiada no meio do caminho para Grumari (a Copacabana de 50, 60 anos atrás) ela é a mais selvagem das praias urbanas. Pode até existir igual, melhor é ta ruim de existir.
Sentado na areia você tem dificuldade na escolha da paisagem. De um lado aquele marzão azul forrado das melhores ondas e ao fundo a Mata Atlântica em um de seus grandes momentos.
Ainda existe um Parque muito bem cuidado, com uma trilha que leva ao Mirante do Caeté, de onde se tem uma outra perpesctiva do Recreio.
Nem vou citar o céu azul e sem nuvens porque, ao contrário dos demais, este é um cenário transitório.
Valeu a pena, foi uma injeção de animo. Revigorante e relaxante. Pronto, estou aprumado e devendo um dia de treino.

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