27 dezembro 2008

Este foi um final de ano diferente. Não sei se pior, ou melhor, que os outros, porque ainda não acabou e , bem, esse é o tipo de conta que não se faz. Festas de fim de ano são sagradas. Sempre foram. As pessoas ficam soltas, motivadas, alegres. Pode ser pela proximidade de férias longas, curtas ou ainda de pequenas viagens para passar o Natal em família ou curtir o reveilon. O que importa é que é uma época diferente das outras. Brindamos os presentes, lembramos os ausentes, fazemos planos e promessas. Criamos expectativas. Mente quem diz que é indiferente. Não dá pra ser. Alguns ficam mais místicos, outros reaparecem, mas ninguém fica indiferente. Não conheço nenhuma outra época do ano em que as pessoas fiquem tão receptivas como no fim de ano. Alguns gostam mais do Natal, outros do Reveilon. Posso quase garantir que não passa por religiosidade (terreno perigoso). Acho que é mesmo como um fechamento, uma conclusão, uma apoteose do ano. Nos envolvemos tanto com nós mesmos durante o ano todo, que no final buscamos um epílogo, um encerramento. E aí procuramos fazer em grande estilo. Revendo família, amigos, vizinhos, conhecidos, empregados, enfim qualquer um que tenha cruzado nosso caminho durante o ano. Não importa se deveríamos ser assim durante o ano todo ou não, importa fazer e no fundo, dizer: eu me importo. No final do ano temos uma tentação bacana de enxergar todos com mais benevolência, menos realidade, mais credulidade. Isso é bom. Dane-se a razão, pelo menos uma vez por ano. Vamos enxergar o que víamos e não que o que vemos. Fim de ano é a época de se dar uma chance, de crer em mudanças, pode ser que você erre, mas e daí. Polyana é o cacete, eu quero é que dê certo ou pelo menos tentar. Ano que vem vou repetir, não sei se da mesma forma ou não, mas vou repetir. Espero que consiga.

16 dezembro 2008

Toda vez que assisto ao Gabeira em um programa qualquer fica, cada vez mais, a impressão que perdemos sim. O Rio de Janeiro perdeu novamente a chance de mudar, de ter alguém com capacidade, não para se manter lá, mas pela oportunidade de provocar mudanças. Perdemos sim.

15 dezembro 2008

O ser humano nunca surpreende. Sem comentários.

"Voluntários e soldados do Exército foram flagrados pegando donativos.
Secretário admite falhas na fiscalização da triagem dos produtos."
As corridas estão se tornando, pelo menos as mais famosas, um teste de paciência para aqueles que querem correr. Grandes festas com multidões que precisam ser melhores organizadas, senão todos perdem. Na Pampulha eram 9.800 corredores, na Adidas do Rio eram outros 10.000, na São Silvestre esperam mais de 25.000. Não cabe. Pelos menos na atual forma não dá. Os corredores se espremem e às vezes se machucam com tombos e atropelos. Mas como hoje tudo se trata de nichos de mercado, vamos garimpar provas fora do circuitão e participar só daqueles que realmente ainda der prá se divertir.
Faz tanto tempo que o Roberto Carlos já gravou, a Madonna já cantou, o Morro Dona Marta não tem mais bandido, deu tempo até pra Suzana Vieira separar e até mesmo do seu "ex" morrer. Deu tempo pro Eduardo Paes ficar amigo do seu desafeto Chiquinho da Mangueira, de correr na Pampulha, de adiarem o Desafio do Cristo, do Bush tomar uma sapatada no Iraque, do Ronaldo virar corintiano, do São Paulo ser campeão de novo. Só não deu tempo de prenderem o Daniel D., do Ronaldinho emagrecer e de passar a bebedeira do Adriano, do dinheiro chegar a SC, do STJ parar de soltar bandido com dinheiro, do verão chegar, do carioca inventar a moda do verão, do Cezar Maia largar o osso, de terminar a Cidade da Música. Mais ainda faltam uns diazinhos e aí tudo pode acontecer. Ou não.