27 dezembro 2008

Este foi um final de ano diferente. Não sei se pior, ou melhor, que os outros, porque ainda não acabou e , bem, esse é o tipo de conta que não se faz. Festas de fim de ano são sagradas. Sempre foram. As pessoas ficam soltas, motivadas, alegres. Pode ser pela proximidade de férias longas, curtas ou ainda de pequenas viagens para passar o Natal em família ou curtir o reveilon. O que importa é que é uma época diferente das outras. Brindamos os presentes, lembramos os ausentes, fazemos planos e promessas. Criamos expectativas. Mente quem diz que é indiferente. Não dá pra ser. Alguns ficam mais místicos, outros reaparecem, mas ninguém fica indiferente. Não conheço nenhuma outra época do ano em que as pessoas fiquem tão receptivas como no fim de ano. Alguns gostam mais do Natal, outros do Reveilon. Posso quase garantir que não passa por religiosidade (terreno perigoso). Acho que é mesmo como um fechamento, uma conclusão, uma apoteose do ano. Nos envolvemos tanto com nós mesmos durante o ano todo, que no final buscamos um epílogo, um encerramento. E aí procuramos fazer em grande estilo. Revendo família, amigos, vizinhos, conhecidos, empregados, enfim qualquer um que tenha cruzado nosso caminho durante o ano. Não importa se deveríamos ser assim durante o ano todo ou não, importa fazer e no fundo, dizer: eu me importo. No final do ano temos uma tentação bacana de enxergar todos com mais benevolência, menos realidade, mais credulidade. Isso é bom. Dane-se a razão, pelo menos uma vez por ano. Vamos enxergar o que víamos e não que o que vemos. Fim de ano é a época de se dar uma chance, de crer em mudanças, pode ser que você erre, mas e daí. Polyana é o cacete, eu quero é que dê certo ou pelo menos tentar. Ano que vem vou repetir, não sei se da mesma forma ou não, mas vou repetir. Espero que consiga.

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