29 agosto 2006

De qualquer forma, vamos nos dar mal mesmo.

Em um seminário da Fiesp sobre matriz energética, o diretor de Infra-estrutura da entidade avisou que se o país crescer entre 4% e 5% nos próximos anos vai faltar energia e voltarão os apagões e racionamentos. Como de costume o governo desmente a possibilidade destes problemas. Ocorrem-me duas razões para isso: ou o país não vai crescer nestes índices ou já estamos preparados para este crescimento. Como planejamento nunca foi matéria que primamos pela excelência, acredito que as duas opções estão erradas. Segundo a Fiesp, estamos dando prioridade à construção de usinas movidas a gás natural boliviano e nós já vimos no que dá dependermos de algo de nossos irmãos latinos. Já o órgão governamental (EPE) responsável pelos estudos e pesquisas do setor energético, diz que não existe risco de problemas no setor até 2015, onde é desmentido por sua co-irmã UERJ, que em pesquisa feita com entidades ligadas ao setor detectou que 60% crêem que até 2010 estaremos novamente recorrendo a velas ou a alíquotas de consumo. Já que o nosso governo nunca sabe o que está acontecendo e nossa Fiesp carece de maior isenção política, estamos fadados ao fracasso, pois se os empresários estiverem certos, ficaremos às escuras e se o governo acertar, dependeremos dos humores bolivianos. O que esperar então?

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